9.2.09

Cliché

Dá náuseas só de pensar que tudo tudo tudo a minha volta virou clichê.

por que não posso achar bom o que é banal?
por que não copiar, usar palavras repetidas, ser senso comum?

POR QUE NÃO?
que mania chatinha essa de querer ser diferente.

1.2.09

Existirmos: a que será que se destina?

Será que é assim pra isso mesmo, pra experimentar o gosto das coisas, e nunca conseguir definir pra sempre se são mesmo bons, ou ruins? 

Será que é assim pra isso mesmo, pra mudar de idéia o tempo inteiro, pra viver agora e esquecer depois?
Ou pra passar por mil e tantas fases, pra mudar de cinquenta jeitos diferentes, pra consolidar um bloco assim (não sei se sólido ou se intangível, abstrato) de conhecimento que vai conosco ao túmulo?

São só perguntas, perguntas que com a finalidade de explicar, confundem ainda mais.

Confusa ou não, carrego uma certeza, entre muitas que tenho e que vou deixando pelo caminho. 
Estou na fase boa da minha fase de agora, que vai passar, eu sei, não sei se em breve ou se depois, mas sei que sempre nos parece breve quando chega ao fim. 
Sei que vai passar, não tenho vontade de segurar o tempo, só quero aproveitar o que me veio de bom, o que a sorte me concedeu de bom e sorrir, sorrir e sorrir enquanto posso. Que existir, pra mim, nesse momento, tem a ver com usufruir, aproveitar, "é tempo de colher o que semeou e desfrutar". 

Apenas a matéria vida era tão fina....
....A cajuína cristalina em teresina.

18.1.09

ensaios pueris

crianças são seres fantásticos. são fonte inesgotável de conversas inesquecíveis.
diversão initerrupta. qualquer assunto dá pano pra manga, qualquer mínima coisa dá motivo pra gargalhadas, pra abraços repentinos, pra sorrisos sinceros.

deu vontade mesmo de levá-la pras estrelas do céu do meu quarto.

25.12.08

três pontos

Acordei com a cara amassada e olhos de ressaca. Não os olhos de ressaca de Capitu, não aqueles, queria eu que deus tivesse me abençoado com este poder de sedução. Meus olhos de ressaca são aqueles inchados, com maquiagem borrada e muitas olheiras. Importantíssimo ressaltar: não eram só os olhos que eram ressaca, eu era ressaca por inteiro. Não sentia enjôo ou dor de cabeça. Não, não é isso. Acordei só com uma sede fenomenal e fiquei me nostalgiando das besteiras que fizemos ontem. Eu bebi algumas, claro, aqui está a minha juventude sendo aproveitada ao máximo, o rock tem que rolar, estou no auge, depois vem 3 toneladas e meia de responsabilidade, marido com barriga de chopp, menina pequena e descabelada chorando no meu ouvido e uma poltrona no dia de domingo. (deus que me livre de tanta quadradice). porra. tem hora que eu paro e penso que eu quero mesmo é viajar, é curtir é ter tudo só pra mim, farinha pouca meu pirão primeiro, como já diria a "sabedoria" popular. Mas porra. Só de pensar. Eu velha, sozinha e rica, it won't make sense, vou morre sozinha, não terei a quem ensinar tudo que eu aprendi viajando pelo mundo, lendo madrugadas adentro ou mesmo chegando bêbada em casa escondida de madrugada, e rodando a chave devagar pra não fazer barulho. não terei adolescentes a rondar pela casa, a chegar com cheiro de cigarro e vodca barata em casa, nao vou ter nada pra me lembrar assim de leve essa minha juventude. Se agora eu sei que tá bom, pode ter certeza que quando passar a saudade vai dilascerar. Porque envelhecer dói. Porra, dói. Dói porque você aprende mil coisas, e quanto mais se sabe menos feliz se é. Melhor seria ignorar eternamente, mas aí num tédio sem fim, seguiria as massas, ouviria pagodão e sertanejo e assistiria a novela todos os dias. Não. Não. E dói porque sua pele desidrata, seus peitos caem, você parece que seca, parece que o que há de melhor em você foi sugado, abduzido. Porra, envelhecer deve doer mesmo.
É por essas e outras, meu bem, que eu digo e continuo dizendo: não troco meu deleite por nada! tenho mais é que viver. All my dreams are made of strawberry lemonade e mesmo assim eu sei fazer o rock rolar. Nothing, nothing, nothing is gonna change my world. Nada vai me enquadradar, me encaretar. Não. Eu não serei uma velha homofóbica, amélia, servir a família. Não. A sorte que me livre deste maledeto destino.

vou escrever um livro.

arte pela arte. sem nada de mim lá dentro. seco. sem cor.
para derramar meu lirismo eu já tenho esse blog.

(tenho lido e relido os textos, e achado todos péssimos)