5.9.08

está na moda não se importar

fingir, fingir, sempre fingir.
a gente acorda todo dia escolhendo qual dos papéis desempenhar.
quem diz que não liga pra imagem desempenha o papel de quem não liga pra imagem - está na moda não se importar.
sua cara vale mais que o que você diz, e o que você diz vale mais do que o que você de fato é, e assim vamos nós, nesse blablabla infindável, assim vamos nós.
continuemos a fingir - fingir é humano.

(quero pertencer a outro filo)

1.9.08

gente que nunca cresce

quero voltar cinco vezes no tempo, pra apagar a imaturidade dos outros, e pra continuar a ser sincera comigo ainda que mil dedos se voltem pra mim simultaneamente. Porque ainda que eu não faça o que eu de fato quero, que eu não respeite minhas vontades, meus valores e faça o que eles fingem achar certo, os dedos continuam em riste, apontados, eternamente.
é um julgar mal julgado, uma falta de vergonha na cara, uma hipocrisia velada que ninguém nem percebe a existência, de tão presente que está, de tão incrustada na pele de cada mínimo ser que cruzar a linha da socialidade.

tem gente que nunca cresce.

18.8.08

fifty-fifty

cadê o equilíbrio?
quero entender porque infernos eu tenho que ser tão extremista.

17.8.08

Hot N' Cold

Só por dizer: tudo mudou tão completamente que eu não sei nem explicar.
Tá claro demais, mas isso não me incomoda mais.
Estou lépida, sorridente, acho que meus risos nem me cabem de tão frequentes.
Rir por nada, como antes - ou mais que antes.
O que é bom logo passa, já estou quase vendo o fim, mas vendar os olhos me parece a melhor solução.

Eu que sempre falei mal do carpe diem exacerbado da juventude atual!
Carpe Noctem é agora meu lema, não sei até quando, até onde, e o porquê.
Me agrada a permissividade que tudo se tornou, me agrada que com isso tudo, parei com minhas inconsequências - aquelas que me incomodavam, aquelas cujas consequências não me agradavam, fazer o que não me apetece, e tudo o que eu já estou mais do que cansada de lembrar - fim nessas lembranças.
fim nas idéias anti-sociais, fim nessa história de dormir cedo, de viver um dia de cada vez, o meu imediatismo voltou, e é tão bom que eu não quero deixar passar.

3.8.08

Mudez

talvez fosse melhor enquanto muda
enquanto casta, enquanto silêncio.
O ter companhia obrigatoriamente me impõe
a máscara, a dor e os planos que caem por terra.
É minha hora de decidir: A quem devo dar adeus primeiro?
Ao meu futuro, ou ao meu presente?